Choka e Simon são bicampeões das 12 Horas de Tarumã. Viamonense Passarinho Flores chega em segundo

Dupla do Onix #8 leva a melhor em duelo forte com Onix #55 do viamonense para vencer a mais tradicional prova do Brasil

Analino Choka Sirtuli e Jonas Simon repetiram a dose de 2019. A dupla sempre se misturou entre os líderes, mas assumiu protagonismo mesmo a partir da quarta hora de prova. Sempre trocando posições com o Onix #55 de Leonardo Flores, Alex Citron e Diego Mariante, surgiu na reta final com uma volta de vantagem, após um ótimo pit-stop em safety car, e controlou o ritmo para vencer as 12 Horas de Tarumã de 2021.

Depois da bandeirada, o piloto de Gravataí fez questão de exaltar o trabalho dos mecânicos e todo time que preparou o carro #8. “Não tenho palavras. Essa equipe é demais, muito trabalhadeira”, vibrou. “Lutamos para isso, tudo merecido. Estou muito emocionado pelo bi. É o sonho de todo mundo aqui”, reforçou.

O outro campeão, Jonas Simon, foi mais direto ao agradecer o trabalho do time. “Todo mundo é vitorioso e merece mais aqui, eu só pilotei uma máquina”, definiu o competidor de Venâncio Aires.

A equipe não ficou sem sustos, no entanto, antes da festa completa nos boxes em Viamão. Logo após tomar a ponta com alguma vantagem, o carro parou na Curva do Laço com problemas. Conseguiram chegar nos boxes e fazer os reparos, com a perda de uma volta.

Parecia a grande chance para o Onix #55 disparar. Outros dois carros especulavam, o Corsa #47 (Laerton Junior, Pedro Miranda, Josimar Ribeiro, Christian Castro) e o Celta #17 (Cesar Alves Labrea, Pedro Bassler e Eduardo Cavali). Apesar de uma velocidade menor que os Onix, os dois modelos mais antigos esticavam pit-stops e mantinham ritmo com os safety car para seguirem marcando a uma volta do líder.

O cenário era bem diferente do começo da prova, quando despontava o Onix #44 (Luiz Ribeiro, Rodrigo Ribas, Luiz Sena Jr e Luis Fuentes) que havia marcado a pole-position. Ritmo e tocada agressiva garantiam o carro na frente, até a virada da segunda hora. Problemas no motor fizeram o time atrasar 30 voltas e ficar fora da contenda.

Os postulantes à vitória de 2020, Fabiano Cardoso, Thiago Tambasco e Maicon Roncen também tiveram problemas. Depois, ao amanhecer, uma batida frontal na Curva 1 tirou a equipe da disputa de vez.

Também no rol dos favoritos, o Celta #3 tentou escalar o pelotão, mas também foi frustrado por problemas. O time perdeu dez voltas e remou a noite toda e o começo da manhã para entrar no top ten. Paulo Preto, Guto Rotta e Luiz Moroni não conseguiram repetir o caneco da temporada anterior.

Era dia de Choka e Simon mesmo. Às 8h, o Onix #8 ainda protagonizou uma batalha fantástica com o #55. Com ritmo um pouco menor, o rival ainda segurou por quatro voltas o concorrente. Mas a ultrapassagem veio e mostrou que a dupla estava com sangue nos olhos para a vitória.

A bandeirada consagradora veio ao meio-dia, como é a tradição das 12 Horas. Bicampeonato para o Onix #8 e a festa de fim de ano garantida. O #55 cruzou no segundo lugar, com o Corsa #4 de Alex Ribeiro e Christian Matuzalen completando os três primeiros. Ambos os carros foram desclassificados por irregularidades técnicas no fim e o pódio acabou formado com o Corsa #47 e o Celta #17.

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