Governador discute com prefeitos da Granpal efeitos da estiagem sobre o Rio Gravataí

O rio Gravataí, que abastece principalmente os municípios de Alvorada, Cachoeirinha, Glorinha, Gravataí e a nossa Viamão, anualmente é atingido pela seca entre janeiro e fevereiro . . .

O governador Eduardo Leite se reuniu nesta terça-feira (25/1), no Palácio Piratini, com prefeitos da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) para tratar sobre a seca do Rio Gravataí e as dificuldades de abastecimento de água na região durante o período de estiagem. Leite conduziu a reunião ao lado do secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos Júnior, e apresentou uma atualização das ações do Estado sobre o tema.

O rio Gravataí, que abastece principalmente os municípios de Alvorada, Cachoeirinha, Glorinha, Gravataí e Viamão, anualmente é atingido pela seca entre janeiro e fevereiro. O prefeito de Gravataí, Luiz Zafallon, reforçou a preocupação com o nível do rio que, de acordo com o último boletim da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, se encontra em estado de atenção.

Durante a reunião, o diretor de expansão da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), André Borges, e o superintendente da companhia na Região Metropolitana, Alexandre Calvetti, falaram sobre as medidas tomadas para mitigar o problema, como a instalação de balsas no leito do rio a fim de facilitar o bombeamento da água, o início das obra de conclusão de uma adutora de água tratada em Cachoeirinha, a substituição de redes e adutoras e a previsão de novos reservatórios.

Outra demanda da região para o enfrentamento da situação, a construção de 13 microbarragens no Rio Gravataí, já foi encaminhada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano. O titular da pasta, Luiz Carlos Busato, disse que o projeto está na fase de estudos de impactos ambientais.

“Temos um recurso garantido no Ministério da Integração Nacional para a construção desses minibarramentos que desaceleram a velocidade da água, prevenindo as cheias e retendo água para a região. Já foi licitado e assinada a ordem de início para o EIA/Rima [estudo de impacto ambiental], que deve levar cerca de 12 meses para ser concluído”, explicou.

Além de citar as ações empreendidas em curto e longo prazo, o governador lembrou da importância de, neste momento, haver consciência coletiva sobre o uso da água para se evitar o racionamento. “Vivemos um momento crítico de falta de chuvas e calor excessivo, o que demanda também a consciência de toda a população. Vamos reforçar as campanhas pelo uso consciente da água, sem desperdícios, para que, com a ajuda da população, possamos evitar o racionamento nestas cidades da Região Metropolitana”, afirmou.

Por parte do governo do Estado, também participaram da reunião a secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti, o chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Júlio César Rocha Lopes, e o secretário adjunto do Meio Ambiente e Infraestrutura, Guilherme de Souza.

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