Na Vila Augusta, terreno com vegetação alta e ponte interditada preocupam moradores

A queda da ponte ocorreu após uma forte chuva e, desde então, os moradores precisam realizar um caminho alternativo de cerca de 30 minutos . . .

Moradores da Vila Augusta Meneguine, desde dezembro do ano passado, solicitam para a prefeitura a reconstrução da ponte que faz a ligação entre a Rua Luanda e a Avenida Tróia. A passagem possibilita que os habitantes acessem serviços como posto de saúde, farmácia e escola. A queda da ponte ocorreu após uma forte chuva e, desde então, os moradores precisam realizar um caminho alternativo de cerca de 30 minutos.

A cobradora de ônibus Clair Flores de Souza, 50 anos, explica que atualmente há uma máquina da prefeitura trabalhando em uma área próxima ao local da ponte. No entanto, conta que entrou em contato com a Secretaria Municipal de Obras e a resposta obtida seria de que não há previsão para a liberação da ponte:

– Não entendo porque existe uma máquina tão perto do local mas a ponte não tem previsão para ser liberada.

Uma das preocupações da moradora é quanto ao período escolar que está previsto para ter início ainda este mês. Ela questiona sobre como os estudantes realizarão o trajeto até a escola. A locomoção de idosos e deficientes também está sendo afetada. A mãe de Clair, Georgina Martins de Souza, 84 anos, utiliza cadeira de rodas e, sempre que precisa sair de casa, realiza o trajeto alternativo por não poder utilizar a ponte.

O educador social Roger Casemiro Ferreira, 36 anos, afirma que, antes da queda da ponte, ela era utilizada por ele no mínimo três vezes por dia. Ela facilitava a chegada a diferentes comércios da região.

– Infelizmente, o acesso piorou. Sem a ponte os moradores precisam caminhar bem mais.

Roger conta que no final do ano passado a comunidade recebeu a visita de dois mestres de capoeira, vindos da Bahia e de São Paulo. O educador explica que eles enfrentaram dificuldades para acessar o local:

– Foi lamentável receber pessoas de fora com essa estrutura. Além, claro, do prejuízo de quem vive aqui.

Para tentar resolver a situação, cerca de 150 moradores participaram de um abaixo-assinado que foi entregue ao prefeito.

Insegurança

Outra demanda que, segundo os moradores, ainda não foi atendida é a limpeza de um terreno que fica na Avenida Tróia. Clair conta que a área era utilizada de forma irregular por mais de 200 famílias. Mas, há três anos, essas pessoas receberam novas moradias em outro ponto da cidade e o terreno, desde então, está vazio.

– A informação que recebemos é que a área seria revitalizada. Mas, até agora, nada foi feito.

O local, de acordo com os moradores, apresenta uma vegetação alta por falta de manutenção e gera insegurança. Roger conta que no dia 1º de fevereiro ocorreu um assassinato no ponto em que está o matagal. Além disso, assaltos já se tornaram constantes naquela área. A frentista Joice Domingues, 48 anos, relata que, em janeiro deste ano, a filha de 14 anos foi assaltada, por volta das 18h.

– Levaram o celular e puxaram o braço dela. Foi horrível. Ocorreu bem na parte em que o mato está alto.

Clair foi uma das pessoas que registrou uma reclamação na ouvidoria da cidade, solicitando a limpeza do local. A solicitação gerou o protocolo 740/22. No entanto, os moradores alegam não ter percebido a efetivação do serviço.

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