Moradores reclamam de estradas em Itapuã

Em dias de chuva, vias da zona rural de Viamão vira um atoleiro. As três vias, que ligam Itapuã à zona urbana da cidade, têm trechos de terra vermelha e outros de areia . . .

Para chegar e sair de Itapuã, aqui na zona rural de Viamão, a comerciante Cristina Machado, 37 anos, percorre seis quilômetros. Ela faz esse trajeto diariamente, por estradas de chão, para ir e voltar do trabalho. Porém, nos últimos tempos, não tem mais sido possível. Segundo ela, porque as estradas da Quebrada, Beco dos Laços e Curral da Macega estão intransitáveis.

As três vias, que ligam Itapuã à zona urbana da cidade, têm trechos de terra vermelha e outros de areia. Cristina diz que, por causa disso, o deslocamento já costumava ser complicado em dias de chuva, mas tem ficado ainda pior por causa da falta de manutenção adequada por parte da prefeitura.

Além disso, os motoristas têm tido ainda mais transtornos em função da circulação de caminhões, que carregam areia de uma jazida que fica na região. A comerciante diz que os veículos, muito pesados, deterioram ainda mais as vias.

– As estradas já não têm muita estrutura, porque as saídas de água, para escoamento, estão fechadas. Tem algumas partes que viram uma piscina, se chove muito. E, quando os caminhões passam por lá depois disso, eles destroem tudo. Fica um horror – explica.

Atoleiro

Cristina conta que, em dias de chuva, por já conhecer o local, acaba fazendo outro caminho quando vai e volta do trabalho. Com isso, percorre mais que o dobro de quilômetros do que em dias normais. Mas não é todo mundo que adota essa estratégia.

De acordo com ela, é bastante comum carros de passeio ficarem atolados no barro ou na areia. O problema ocorre inclusive com os ônibus escolares, causando atrasos no deslocamento dos alunos, e com os próprios caminhões que transitam pela região.

– Uma vez, um vizinho passou mal e a ambulância não conseguia passar por aqui por causa o atoleiro. Precisou vir uma caminhonete 4×4 de Porto Alegre para buscá-lo, porque um carro de passeio normal também não passava – lamenta.

Segundo a moradora, o assunto é tratado junto ao subprefeito de Itapuã, Luis Augusto da Silva, e, por isso, não são abertos protocolos no sistema da administração municipal de Viamão.

Ainda assim, não há uma solução. Informalmente, chegou à comunidade a justificativa de que o principal problema no andamento da manutenção é que o maquinário da cidade seria insuficiente para atuar em todos os trechos, explica Cristina.

– Ele (o subprefeito) nos disse que faz o que pode e que iria tentar que fossem passar a máquina, mas apenas isso não adianta – finaliza.

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