Associação dos pais e amigos dos autistas reclama da falta de profissionais no SUS

O Transtorno do Espectro Autista – TEA, é uma condição de saúde caracterizada por déficit na comunicação social (socialização e comunicação verbal e não verbal) e comportamento (interesse restrito ou hiperfoco e movimentos repetitivos) . . .

Na sessão plenária da terça-feira (14), da Câmara Municipal de Viamão, Sabrina Almeida representando a Associação dos Pais e Amigos dos Autistas – AMAV fez uso da tribuna popular para falar da falta de profissionais no SUS para cuidar de crianças com autismo.

O Transtorno do Espectro Autista – TEA, é uma condição de saúde caracterizada por déficit na comunicação social (socialização e comunicação verbal e não verbal) e comportamento (interesse restrito ou hiperfoco e movimentos repetitivos).

Sabrina tem um filho de nove anos, diagnosticado aos três anos com grau um do transtorno. Em sua fala ela defende que as crianças tenham seus direitos garantidos, que englobam desde terapias ocupacionais até consultas com especialistas. Sabrina falou da dificuldade do diagnóstico do filho, que segunda ela, de acordo com o pediatra da criança, alegou “preguiça” na demora do desenvolvimento do filho, o que é ressaltado em sua fala, onde ela coloca a falta de preparo por parte dos profissionais de saúde para atender as crianças com TEA.

Segundo Sabrina, existem 186 cadastrados com laudo para o espectro autista, e sem o devido diagnóstico em tempo hábil, dificulta o desenvolvimento da criança, que se recebe o devido atendimento precocemente, tem seu desenvolvimento intelectual e sensorial melhor desenvolvidos.

As reivindicações da associação são para a contratação de neuropediatras, que atualmente segundo informado por Sabrina, faz 120 atendimentos por mês. Pedem também profissionais fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, pediatras.

Existe contrato emergencial, porém não supre a demanda da lista de espera de mais de 600 crianças à espera de atendimento.

“A gente esbarra na falta de acessibilidade nas escolas, na falta de atendimento qualificado e eficiente. É burocracia até chegar o transporte social. Temos que suplicar que os médicos coloquem as crianças na lista de exames, que a gente consegue via judicial ou particular, possibilidade que muitos de nós não tem condições de pagar. O autismo não tem cura, ou a criança se desenvolve ou regride, por isso pedimos urgência nos atendimentos especializados e atenção do município com as crianças com TEA”, finaliza Sabrina.

Jornal Sexta, imprensa livre e independente. De Viamão para toda a Região Metropolitana de Porto Alegre e para o mundo. Desde 2010 (quando era ainda impresso), e para sempre.